Aterrou no meu coração,
E, com a sua força e o seu peso,
deixou-me neste chão de terra batida.
Guardo agora as lembranças da amargura
Neste silencio inóspito de solidão.
O abandono, tornou-me,

Num ser onde o vazio mora,
Onde o mar se cruza
E as ondas emanam uma espuma branca.
É a tristeza que toma conta do meu pensamento,
Um todo ou nada de amargura e despreso.
Encerrei as portas,
Por onde passa o sangue
Que bombeia o meu coração,
Já não quero que ele bata,
Já não quero respirar.
O Palácio ruiu,
Fiquei sozinho nestes escombros.
Mas, constriurei outro,
Mais forte, enraizado,
Para que nada nem ninguém
O desmorone.
Quero renovar-me.

